Apresentação

O Forlibi surgiu da necessidade de unir as línguas brasileiras de imigração com o objetivo de instaurar um diálogo permanente entre estas comunidades linguísticas, e se propõe a ser um espaço de pesquisa, mediação e articulação política em variadas frentes para o fortalecimento das mesmas. Reunindo falantes e representantes das línguas de imigração e de instituições parceiras, tem como propósito delinear ações coletivas para a promoção das línguas nas políticas públicas em nível nacional.

sexta-feira, 12 de setembro de 2014

Talian, Guarani Mbya e Asurini são reconhecidos como Referência Cultural Brasileira

Três línguas são reconhecidas como Referência Cultural Brasileira

A Comissão Técnica do Inventário Nacional da Diversidade Linguística (CT-INDL), que é formada por representantes do Ministério da Cultura, do Planejamento, da Ciência, Tecnologia e Inovação, da Educação e da Justiça, aprovou em reunião realizada no dia 09 de setembro de 2014, na sede do IPHAN, em Brasília, a inclusão das línguas Asurini do Trocará, Guarani Mbya e Talian no INDL.

O INDL, instituído pelo Decreto nº 7387 de 2010, é um instrumento de identificação, documentação, reconhecimento e valorização das línguas portadoras de referência à identidade e à memória dos diferentes grupos formadores da sociedade brasileira. Objetiva contribuir na promoção da diversidade linguística no Brasil, apoiando iniciativas de preservação promovidas pelas comunidades linguísticas.

As três línguas incluídas no INDL foram inventariadas por meio de projetos-piloto apoiados pelo Iphan e que foram executados entre 2008 e 2011. O Asurini e o Guarani Mbya são, segundo a classificação de especialistas, línguas indígenas do troco Tupi, família Tupi-Guarani. Já o Talian é falado por expressivo contingente de descendentes de imigrantes italianos, sobretudo nos estados do sul do Brasil.

A cerimônia oficial de certificação dessas línguas, que será conduzida pela Ministra da Cultura Marta Suplicy, ocorrerá no Seminário Ibero-Americano da Diversidade Linguística, em Foz do Iguaçu/PR, entre os dias 17 e 20 de novembro de 2014. 

sexta-feira, 5 de setembro de 2014

Espírito Santo investe na preservação da língua pomerana

Espírito Santo investe na preservação da língua pomerana

Aula de pomerano em Santa Maria de Jetibá
Idioma originário do norte da Alemanha continua vivo no interior capixaba, onde é língua materna de muitas pessoas. Aulas em pomerano e até um dicionário são iniciativas para a preservação.

Original da região da Pomerânia e hoje pouco conhecido na Alemanha, o pomerano, ou pomerisch, ainda está vivo no Brasil. O idioma é utilizado no dia a dia de muitas comunidades, em especial no Espírito Santo. Iniciativas de valorização ajudam a preservar a língua no estado, que abriga cerca de 120 mil dos estimados 300 mil descendentes de pomeranos no país.

Graças ao Programa de Educação Escolar Pomerana (Proepo), ir à escola já não é motivo de receio para diversas crianças que têm o pomerano como língua materna no município capixaba de Santa Maria de Jetibá. O idioma faz parte do dia a dia da cidade, onde 70% dos 34 mil habitantes são de origem pomerana.

Em 48 escolas do município, cerca de 3,5 mil alunos de até 15 anos participam do programa. Para os alunos da Educação Infantil e das séries iniciais, até o quinto ano, as aulas são ministradas tanto em português quanto em pomerano. Já nas séries finais do Ensino Fundamental, do sexto ao nono ano, os alunos têm uma aula semanal do idioma.

Além de Santa Maria de Jetibá, os municípios capixabas de Domingos Martins, Pancas, Vila Pavão, Laranja da Terra, Itarana e Afonso Cláudio já aderiram ao Proepo. Segundo a coordenadora do programa, Guerlinda Westphal, já se estuda ampliá-lo para toda a rede estadual.

Para Westphal – que é professora, descendente de pomeranos e aprendeu português somente na escola, aos 7 anos –, a consolidação e ampliação do Proepo é uma conquista. "É muito gratificante. Nossa cultura está sendo preservada, valorizada. A língua é um tesouro que nós temos", diz.

Atividades escolares ajudam a preservar idioma e cultura
Melhor desempenho escolar
Nas escolas de Santa Maria de Jetibá que passaram a ter aulas de pomerano, a melhora no desempenho dos alunos foi expressiva. Em 2008, ano de implementação do Proepo, o índice de aprovação no segundo ano (primeira série) das escolas que adotaram o pomerano foi superior a 80%, enquanto nas demais unidades de ensino foram registrados índices iguais ou inferiores a 50%.

O impacto maior ocorre nos anos iniciais de escolarização da criança. De acordo com Westphal, antes, as crianças chegavam à escola envergonhadas e desmotivadas, em especial os alunos da zona rural, onde quase não existe contato com o português.

O programa conta, hoje, com 15 professores itinerantes e seis regentes de classe. Todos eles já eram falantes quando participaram do curso de capacitação ministrado pelo mestre e doutor em etnolinguística Ismael Tressmann. Durante a formação, foram abordados aspectos históricos, culturais e linguísticos do povo pomerano, além das regras gramaticais.

Idealizador do projeto, Tressmann afirma que muito ainda precisa ser feito. "Uma hora de pomerano por semana na escola é pouco", afirma. Para ele, o ensino formal da língua é importante por dois motivos: por garantir seu registro e manutenção e por respeitar os direitos de todo ser humano de ser alfabetizado em sua língua materna.

Registros escritos
Além do ensino regular nas escolas, o pomerano é valorizado também por meio de publicações. Tressman lançou o dicionário enciclopédico pomerano-português, ou Pomerisch-Portugugijsisch Wöirbau. A obra, publicada em 2006, é resultado das pesquisas que ele começou em 1995 e contém 16 mil verbetes.

O professor publicou também o primeiro livro escrito em pomerano e editado no Brasil. Upm Land - Up pomerisch språk reúne textos de autores de origem pomerana sobre a vida no campo, com destaque para temas como agricultura, culinária, fauna e flora.

Antes de pesquisar sobre o pomerano, Tresmann trabalhou oito anos no levantamento de duas línguas indígenas sem grafia, onde adquiriu a experiência para fazer o mesmo com a língua pomerana. O doutor em etnolinguística explica que a proposta da escrita foi baseada na fonologia da língua, entre outros fatores.

Tressman sustenta que, ao contrário do que muitos pensam, o pomerano não é um dialeto do alemão. "São duas línguas que nasceram de modo diferente. A ancestralidade da língua pomerana tem a ver com o holandês, com o vestfaliano e até com o saxão antigo", argumenta. Todas essas línguas descendem do baixo-saxão, ou plattdeutsch, afirma o etnolinguísta.

O pomerano foi a primeira língua de imigração do Brasil a ser co-oficializada, juntamente com o português. Hoje, seis cidades têm o pomerano como língua oficial. São elas: Santa Maria de Jetibá, Domingos Martins, Pancas, Vila Pavão e Laranja da Terra, no Espírito Santo, e Canguçu, no Rio Grande do Sul.

Como parte do processo de oficialização da língua pomerana, foi realizado em Santa Maria de Jetibá um censo linguístico. Mais de 24 mil pessoas responderam ao questionário nas duas etapas do censo, em 2009 e em 2012. "Somos os primeiros a levantar dados concretos do número de falantes da língua pomerana no Brasil", afirma a pedagoga Síntia Bausen, que acompanhou o processo. A previsão é de que os resultados do censo sejam publicados até o final deste ano.

Professores foram capacitados para
lecionar pomerano em Santa Maria de Jetibá
Resgate da língua na Alemanha
No norte da Alemanha também há iniciativas para valorizar o pomerano e alguns dialetos do alemão. É o caso do projeto Pommersches Wörterbuch, na cidade de Greifswald, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, que coleta e documenta palavras para montar um dicionário.

De acordo com Matthias Vollmer, chefe do projeto, a presença do plattdeutsch nas escolas e universidades tem aumentado há alguns anos, o que também está relacionado com a Carta Europeia das Línguas Regionais ou Minoritárias, ratificada por Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental.

"Na Universidade de Greifswald, os estudantes de alemão podem ganhar um certificado em plattdeutsch como matéria complementar e futuramente lecionar nas escolas, como disciplina opcional", explica Vollmer. Ele também é professor de plattdeutsch e oferece seminários sobre a história e a literatura de dialetos no norte da Alemanha.

O professor destaca que foram lançados diversos materiais educativos para o aprendizado do plattdeutsch. Também está em andamento um projeto que promove o uso lúdico do pomerano e de dialetos do alemão em jardins de infância em Greifswald.

Pomerano no Brasil e no mundo
Em julho passado, foram comemorados os 155 anos da imigração pomerana no estado capixaba. A língua pomerana é falada também em comunidades de Minas Gerais, Rondônia, Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

Há relatos de que o idioma é falado também nos Estados Unidos e na Austrália. Na Alemanha, ele é hoje praticamente desconhecido. Segundo Vollmer, o pomerano é usado em algumas zonas rurais do norte do país, no estado de Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental – principalmente pelos idosos, na família ou entre amigos.

O pomerano era uma língua oficial e escrita até o ano de 1600, de acordo com Tressmann. A língua era bastante utilizada no comércio marítimo na Idade Média. A palavra Pomerânia designa, até hoje, uma região no nordeste da Alemanha e noroeste da Polônia.

De acordo com uma pesquisa publicada em 2007, o plattdeutsch, que deu origem ao pomerano, é falado hoje, com fluência, por 2,6 milhões de pessoas no norte da Alemanha, onde outras 8 milhões o compreendem muito bem ou bem. Em Mecklemburgo-Pomerânia Ocidental, cerca de 400 mil pessoas falam bem o plattdeutsch.

Fonte: DW

quarta-feira, 3 de setembro de 2014

Aberto Edital de Chamamento Público de Identificação, apoio e fomento à diversidade linguística no Brasil

Aberto Edital de Chamamento Público de Identificação, apoio e fomento à diversidade linguística no Brasil

Estão abertas até 30 de setembro de 2014, no Portal dos Convênios (SICONV) as inscrições para envio de propostas ao Edital de Chamamento Público n° 04/2014 para execução de projetos de identificação, apoio e fomento à diversidade linguística.

Este edital contemplará projetos sobre línguas de sinais, línguas de imigração e línguas indígenas. Os projetos deverão abranger as atividades de mobilização, produção, análise e sistematização de informações e dados textuais, fotográficos e audiovisuais a serem realizadas com base em metodologias de pesquisa sociolinguística.

Clique aqui para mais informações.

Fonte: Portal IPHAN

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Parceria entre IPOL e IPHAN produzirá documentário sobre as memórias de receitas de comunidades de imigração em SC

Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário

Ana Paula Seiffert e Mariela Silveira durante o registro
 do depoimento de Dona Amélia Campestrini, falante
 de italiano. Blumenau, 2013. Foto: Peter Lorenzo -
Fonte: Blog Receitas da Imigração
O projeto Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário, convênio financiado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - e executado pelo IPOL, através de Edital PNPI/2013, está com suas atividades a pleno vapor. 

Dando continuidade ao projeto Receitas da Imigração (ver blog aqui e canal de vídeos aqui), esta nova parceria entre os dois institutos prevê a realização de um documentário que abordará o caminho de sabores e memórias da imigração no Estado de Santa Catarina, apresentando ao público brasileiro a história de imigrantes e suas referências identitárias.

A condução do trabalho pretende dar relevância a aspectos da história, da memória e da língua dos imigrantes, tendo como principal fio condutor as receitas culinárias e seus pratos, os ingredientes, sabores e costumes, com o objetivo de contar a história na perspectiva do grupo de imigrante e assim valorizar e legitimar seus saberes e os modos pelos quais se transformaram de geração em geração na interação com outras culturas no Brasil. Procura-se, desse modo, contribuir para a promoção das comunidades de imigração, dando sustentabilidade às suas práticas culturais e linguísticas. 

O trabalho será realizado no Vale do Itajaí e do Norte do Estado de Santa Catarina, em municípios de colonização alemã, pomerana, italiana e polonesa, tais como Blumenau, Brusque, Indaial, Gaspar, Massaranduba, Timbó, Pomerode, São Bento do Sul, Rio dos Cedros, Benedito Novo, dentre outros onde as comunidades descendentes de imigrantes tratam de manter as línguas de imigração como língua materna e preservar saberes comuns daqueles grupos. O projeto contempla ainda a pesquisa em acervos, destacando-se o levantamento bibliográfico (livros, revistas, trabalhos acadêmicos) e iconográfico (imagens fotográficas, ilustrações, pinturas, arquivo fílmico) sobre a história da imigração no Brasil.

Fonte: E-Ipol

terça-feira, 15 de julho de 2014

População capixaba é composta por aproximadamente 145 mil pomeranos

A luta para manter viva a tradição

Patrik Camporez | pmacao@redegazeta.com.br
Fotos: Edson Chagas-GZ


Alunos da Escola Estadual de Ensino Fundamental e
 Médio Fazenda Emílio Schroeder reivindicam o ensino
 da língua pomerana dentro da sala de aula.
Cerca de 145 mil descendentes germânicos vivem no Estado do Espírito Santo

A população capixaba é composta por aproximadamente 145 mil pomeranos, a maior parte deles concentrada em comunidades rurais de 13 municípios do Estado, onde vivem do cultivo da terra.

Para manter preservadas suas tradições e costumes, os descendentes germânicos resolveram se unir para, através de um ciclo de reuniões que acontece em todo o Estado, montar uma pauta com diversas reivindicações.

E a principal delas diz respeito a falta de políticas públicas voltadas ao campo, fato que tem levado cerca de 50 % dos jovens dessas comunidades a deixarem suas casas para trabalhar ou estudar em outras cidades, explica o pesquisador Irineu Foerste, da Universidade Federal do Espírito Santo (Ufes).

Municípios capixabas com maior concentração de pomerano (clique na imagem para ampliar) - Arte: Genildo
Somado a isto, a ausência de investimentos públicos na agricultura familiar tem dificultado a permanência das famílias pomeranas no campo, alerta o pesquisador, que ainda destaca: “A língua pomerana praticamente desapareceu na Alemanha e na Europa, mas é falada, aqui no Estado, como era falada, lá, há 150 anos. Esse é um capital cultural muito grande, que a gente precisa dar visibilidade”, aponta Foerste, que também faz parte da Comissão Nacional dos Povos e Comunidades Tradicionais.

A estudante Raquela Reetz mora em Santa Maria de Jetibá, tem 15 anos e só foi aprender português aos seis, ao ingressar na escola, já que a única língua falada pelos seus pais é a pomerana.

Moradores declaram amor pelos costumes locais:
 em Santa Maria de Jetibá, onde 80 % da população é descendente
 germânica, moradores têm orgulho de suas origens.
Por abrigar a maior concentração de descendentes no Estado, o município da Região Serrana foi escolhido para sediar a primeira reunião do ciclo de encontros, e Raquela aproveitou a oportunidade para fazer sua reivindicação. “Na minha escola estudo inglês, mas não estudo a língua que aprendi com os meus pais. Não tem como manter nossa tradição sem preservar nossa língua”, cobra.

A lista de reivindicações inclui ainda a cobrança por investimentos na agricultura familiar e melhorias na educação e saúde no campo. Para a pedagoga Vanilda Haese Dettmann, todas essas demandas têm, em comum, o objetivo de fortalecer a permanência do povo pomerano em seu território. “Estamos nos organizando melhor para que as políticas públicas sejam alcançadas. O objetivo é fortalecer a organização dessa cultura”, afirma Vanilda, que é uma das idealizadoras do movimento.

Casas no interior mantêm arquitetura tradicional:
de passagem pela comunidade Ilha Berger,
uma linda casa chamou a atenção da reportagem.
 Nela, mora Dona Maria.
No dia 10 de setembro, vai acontecer um encontro estadual, onde será elaborada uma pauta contendo as principais reivindicações feitas em cada região. Posteriormente, o documento será levado à Brasília. Ao todo, vivem no Brasil cerca de 300 mil pomeranos, metade deles em solo capixaba.

Origem
Os pomeranos são oriundos da antiga região da Pomerânia que, após a Segunda Guerra Mundial, deixou de existir no mapa europeu. Grandes desbravadores das terras capixabas, estabeleceram-se inicialmente na região das montanhas e, posteriormente, no final do século XIX e início do século XX, migraram também para o Norte do Estado, em direção ao Vale do Rio Doce.

Algumas escolas já contam com o ensino
 pomerano: Gabriel Kuster, 10 anos, aprende
 o pomerano em sala de aula, na comunidade
 São João do Garrafão. O avô comemora.
Falar a língua germânica vale no currículo:
 uma loja no Centro de Santa Maria de Jetibá  conta
com 20 funcionários, e todos falam pomerano com os clientes.





























Fonte: Gazeta Online

segunda-feira, 14 de julho de 2014

Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC

Ipol realiza formação de recenseadores para o censo linguístico do município de Antônio Carlos-SC

Rosangela Morello e Ana Paula Seiffert -
Foto: Peter Lorenzo
Nos dias 24 de junho e 1º de julho, aconteceu a formação dos recenseadores que atuarão no censo linguístico da cidade de Antônio Carlos-SC.

A formação, realizada no Auditório da Secretaria de Saúde do município, foi executada pelo Ipol - Instituto de Investigação e Desenvolvimento em Política Linguística, sendo ministrada por Rosangela Morello, coordenadora do Ipol, Márcia R. P. Sagaz, coordenadora técnica do censo, e Ana Paula Seiffert, linguista.

Também estavam presentes na formação Altamiro Antônio Kretzer, secretário de Educação e Cultura, Lucia Scussel, coordenadora de Cultura, e Irani Hipólito, da Secretaria de Saúde do município.

As 17 recenseadoras que estavam presentes na formação são agentes de saúde do município. Sempre muito entusiasmadas, participaram ativamente de todas as etapas da formação: sensibilização linguística, metodologia de coleta e, em especial, aplicação do questionário-piloto em alguns munícipes. Também propuseram ajustes no intuito de aperfeiçoar esse que é um dos principais instrumentos do censo, o questionário.

Márcia R. P. Sagaz apresenta o questionário-piloto do censo -
 Foto: Peter Lorenzo
A próxima etapa do censo linguístico será a formação dos digitadores, prevista para este mês. Já a coleta de dados iniciará em agosto.

Antônio Carlos e a língua Hunsrückisch
Localizada a 32 km de Florianópolis e com uma população de 7.906 habitantes, segundo o IBGE (2010), Antônio Carlos foi a primeira cidade do Estado de Santa Catarina a aprovar uma lei cooficializando uma língua de imigração, o Hunsrückisch. A cooficialização foi aprovada, por unanimidade, por sua câmara municipal, em 09/02/2010, depois de muitas reuniões e da realização de três audiências públicas.


Fonte: e-Ipol

domingo, 13 de julho de 2014

Curso de Talian em Três Palmeiras-RS

Curso de Talian em Três Palmeiras-RS

A Associação Italiani in Brasile de Três Palmeiras-RS promove um curso intensivo de "Talian", o dialeto  falado pelos imigrantes italianos no sul do Brasil.

O curso será ministrado pela professora Giorgia Miazzo de Veneza, Itália e terá duração de uma semana, do dia 17 ao dia 22 de agosto de 2014, no fim do curso o(a) aluno(a) ganha um certificado.

Gostaríamos que você participasse pois é uma oportunidade rara de ampliar seus conhecimentos com quem realmente entende do assunto.As vagas são limitadas garanta já a sua, o curso acontece todas as noites da semana anunciada e terá um curso total de R$ 120,00 por pessoa podendo ser reduzido conforme numero de inscritos. Os sócios em dia com a entidade pagam R$ 80,00.

Garanta agora sua vaga ou tire suas dúvidas ligando para (54) 9606-8941 ou (54) 8408-9178, ou ainda você pode enviar um email para: italianiinbrasile@hotmail.com .

Veja dois dos livros da professora que você poderá comprar durante o curso.