Apresentação

O Forlibi surgiu da necessidade de unir as línguas brasileiras de imigração com o objetivo de instaurar um diálogo permanente entre estas comunidades linguísticas, e se propõe a ser um espaço de pesquisa, mediação e articulação política em variadas frentes para o fortalecimento das mesmas. Reunindo falantes e representantes das línguas de imigração e de instituições parceiras, tem como propósito delinear ações coletivas para a promoção das línguas nas políticas públicas em nível nacional.

Mostrando postagens com marcador Italiano. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Italiano. Mostrar todas as postagens

segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Em cena, o documentário do IPOL sobre línguas, receitas e memórias

Mosaico com imagens captadas para o documentário do Projeto “Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário” - Peter Lorenzo/IPOL (clique na imagem para ver esta e as demais ampliadas)

A equipe do Projeto Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário (IPOL) esteve na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, na primeira quinzena deste mês. Peter Lorenzo, do IPOL, e a repórter Darya Goerich visitaram comunidades de falantes de ascendência alemã, italiana e polonesa, nos municípios de Blumenau, Timbó, Indaial e Rio dos Cedros.

Darya Goerich entrevista Elizabeth Germer em Timbó-SC – Foto: Peter Lorenzo/IPOL

Segundo Peter Lorenzo, “os encontros com os entrevistados geraram momentos nas entrevistas e situações de uso das suas respectivas línguas de imigração em diálogos e conversas com muitas histórias recheadas de alegria, choro e saudade”.

O Arquivo Histórico de Blumenau também recebeu a equipe do projeto, que registrou alguns documentos originais como passaportes, cartas, certidões de nascimento, dentre outros.

Jaqueline e Ana Julia, aprendem o uso dos instrumentos bandoneon e gaita estimuladas pelo avô Geraldo Viebrantz – Foto: Peter Lorenzo/IPOL

O Projeto Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário, convênio financiado pelo IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional – e executado pelo IPOL, através de Edital PNPI/2013, prevê a realização de um documentário, este já em avançada fase de produção, que abordará o caminho de sabores e memórias da imigração em Santa Catarina, apresentando ao público brasileiro a história de imigrantes e suas referências identitárias.

Culto em língua polonesa na Igreja Nossa Senhora das Dores, comunidade Treze de Maio Alto, Vila Itoupava, Blumenau – Foto: Peter Lorenzo/IPOL

A condução do documentário pretende dar relevância a aspectos da história, da memória e da língua dos imigrantes, tendo como fio condutor aspectos da produção de alimentos – agricultura e receitas culinárias – com o objetivo de refletir sobre a história na perspectiva do grupo de imigrantes. Procura-se, desse modo, contribuir para a promoção das comunidades de imigração, dando sustentabilidade às suas práticas culturais e linguísticas.

Mosaico com imagens captadas para o documentário do Projeto “Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário” - Peter Lorenzo/IPOL

Fonte: e-IPOL

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Livro “Receitas da Imigração” será lançado em Blumenau-SC

Cerimônia de lançamento do Livro “Receitas da Imigração”

O livro Receitas da Imigração será lançado em cerimônia especial no dia 19 de março (sábado), a partir das 17:30h, na sede da AMMVI – Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí, localizada à Rua Alberto Stein n° 466 Bairro: Velha, em Blumenau-SC.

A publicação foi produzida no âmbito do projeto Receitas da Imigração – Língua e Memória na Preservação da Arte Culinária (2011-2014) fomentado pelo Instituto do Patrimônio Histórico Nacional (IPHAN) através do Edital do Programa Nacional de Patrimônio Imaterial-PNPI/2012 e executado pelo IPOL, o qual focalizou justamente o cenário plurilíngue e multicultural descrito, compondo histórias das imigrações e das comunidades linguísticas da região através da tradição culinária.

O livro ora lançado pelo IPOL é uma edição plurilíngue – em português e em línguas de imigração – contemplando, além de receitas culinárias trazidas, transformadas e realizadas pelas comunidades de imigrantes, também memórias e histórias da adaptação dessas populações na Região do Médio Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no sul do Brasil.

Produzida a oito mãos: Ana Paula Seiffert, Mariela F. da Silveira, Peter Lorenzo e Rosângela Morello, a publicação sai pela Editora Garapuvu e conta também com a inestimável participação de falantes das línguas de imigração que compartilharam nas entrevistas do Projeto, além de receitas consideradas fundamentais no estabelecimento dos imigrantes na Região, também um pouco da história de vida das famílias.

O material, com textos em português e receitas traduzidas nas línguas de imigração faladas na região abarcada pela pesquisa, a saber, variedades de alemão, polonês e italiano do Vale do Itajaí, será inicialmente distribuído gratuitamente às comunidades envolvidas e aos parceiros.

O que é?
Lançamento do livro Receitas da Imigração

Onde?
Sede da AMMVI – Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí
Rua Alberto Stein n° 466 Bairro: Velha – Blumenau – SC

Quando?
19/03/2016 (sábado) a partir das 17:30 horas


Fonte: e-IPOL

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

Abertas inscrições para as oficinas do projeto “Línguas de imigração como patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”

Clique na imagem para ampliar.
Inscrições Abertas!
Oficinas do projeto “Línguas de imigração como patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”

O Projeto, contemplado pelo edital Elisabete Anderle de estimulo à Cultura 2014, prevê a realização de três oficinas objetivando promover a educação patrimonial com destaque ao cenário plurilíngue e multicultural e às histórias das imigrações e das comunidades linguísticas da região através da culinária.

As oficinas, ofertadas gratuitamente, serão realizadas neste semestre na Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), em Blumenau-SC nos dias 19/03, 09/04 e 14/05/2016. Acesse aqui o formulário e faça já sua inscrição, as vagas são limitadas.

O que é?
A oficinas do projeto “Línguas de Imigração como Patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária”

Onde?
Sede da AMMVI – Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí
Rua Alberto Stein n° 466 Bairro: Velha – Blumenau – SC

Quando?
Oficina 1 “Diversidade Linguística e Patrimônio” em 19/03/2016
Oficina 2 “Línguas e Imigração no Brasil” em 09/04/2016
Oficina 3 “Línguas e políticas de reconhecimento e promoção” em 14/05/2016

Quem pode participar?
Membros das comunidades da região
(professores, lideranças, comunidade em geral)
Gestores locais
(representantes de Secretaria de Cultura, Secretaria de Educação e de associações)

Tem algum custo e onde se inscrever?
As VAGAS são LIMITADAS, mas as INSCRIÇÕES GRATUITAS. Veja com se inscrever:

Realize já sua inscrição diretamente no endereço:

Ou entre em contato conosco:
E-mail: lingua.patrimonio@gmail.com
Telefone: (48)9122-8517

Fonte: e-IPOL

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

IPOL em ação no Vale do Itajaí: Participantes do projeto Receitas da Imigração se emocionam ao receber livro

Dona Amélia Campestrini em Blumenau (Água Verde), entre Ana Paula Seiffert e Mariela F. da Silveira – Foto: IPOL

A equipe do projeto Receitas da Imigração esteve na região do Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no último final de semana, dias 30 e 31 de janeiro.

Dona Vilma e seu Osório Vicenzi em Blumenau (Ponta Aguda) – Foto: IPOL

Na ocasião, Ana Paula Seiffert (coordenadora do Projeto Receitas da Imigração) e Mariela F. da Silveira (coordenadora do Projeto Línguas de Imigração como Patrimônio: (re) conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária) visitaram parte das famílias envolvidas no projeto.

Dona Isa Liesenberg em Blumenau (Itoupava) – Foto: IPOL

Um dos objetivos da visita foi a entrega dos exemplares da obra de mesmo nome às famílias que participaram da pesquisa (clique aqui para saber mais sobre o livro). A ação, além de oportunizar o retorno da obra aqueles que participaram das atividades de campo, pretendeu divulgar alguns desdobramentos deste trabalho que vêm sendo desenvolvidos na região.

Dona Matilde Bertoldi em Gaspar (Alto Gasparinho) – Foto: IPOL

Os reencontros e a entrega dos materiais foram muito emocionantes, os participantes manifestaram muita alegria com o resultado do trabalho e o fato de verem um pouco de suas histórias e línguas retratadas na publicação.

Dona Petronilha e Seu Alfonso Baader em Gaspar (Gaspar Alto) – Foto: IPOL

O Projeto Receitas da Imigração foi realizado através de Convênio com o IPHAN – Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional e contemplou, além de receitas culinárias trazidas, transformadas e realizadas pelas comunidades de imigrantes, também memórias e histórias da adaptação dessas populações na Região do Médio Vale do Itajaí, em Santa Catarina, no sul do Brasil.

Dona Edite Manke em Indaial – Foto: IPOL

Dentre os próximos desdobramentos do Projeto Receitas da Imigração na região do Vale do Itajaí está a realização de oficinas do Projeto Línguas de Imigração como Patrimônio: (re)conhecendo a diversidade linguística no sabor da herança culinária, contemplado pelo edital Elisabete Anderle de estimulo à Cultura 2014.

Dona Helena Tarnowsy em Indaial (Polaquia) – Foto: IPOL

O Projeto prevê a realização de três oficinas objetivando promover a educação patrimonial com destaque ao cenário plurilíngue e multicultural e às histórias das imigrações e das comunidades linguísticas da região através da culinária.

Dona Verônica Malkowsky em Indaial (Estrada das Areias) – Foto: IPOL

As oficinas, ofertadas gratuitamente, serão realizadas neste semestre na Associação dos Municípios do Médio Vale do Itajaí (AMMVI), em Blumenau-SC nas prováveis datas de 19/03, 09/04 e 14/05/2016. Em breve serão disponibilizadas as instruções para as inscrições nas oficinas no blog do IPOL.

Seu Vendelin Malkowsky em Indaial (Estrada das Areias), na casa da filha Helena Malkowsky – Foto: IPOL

Fonte: e-IPOL

sábado, 25 de julho de 2015

Memórias de docentes leigas no ensino rural da região colonial italiana, Rio Grande do Sul (1930-1950)


Memórias de docentes leigas no ensino rural da região colonial italiana, Rio Grande do Sul (1930-1950)

Terciane Ângela Luchese, professora e pesquisadora do CNPq, Universidade de Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, Brasil

Luciane Sgarbi Grazziotin, professora, Universidade do Vale do Rio dos Sinos, Rio Grande do Sul, Brasil

“Depois, então, vinha um ponto de História, Civilidade, a gente ensinava muito como a criança deve se portar, sentada, na igreja, perante as pessoas, como ela deve tomar a sopa, então a gente fazia aquele jeitinho com a colher, como deve ser […]. Essas coisas assim de higiene, escovar os dentes todas as manhãs, após as refeições, nunca ir pra mesa sem lavar as mãos […]. Toda essa parte de civilidade se ensinava muito às crianças, por que elas precisavam disso, não é? Por que eram crianças assim da colônia, que não tinham certas regras assim de higiene. […] Às vezes se dava um desenho. Geografia se explicava sobre Caxias do Sul, que é a cidade onde eles moram; depois o Estado.” Assim, a professora Guilhermina Lora Poloni Costa vai rememorando as práticas, os saberes e os modos de constituir o cotidiano escolar rural, entre as décadas de 1930 e 1950.

Entrelaçando memórias de professores que atuaram nas antigas colônias Conde d’Eu, Dona Isabel e Caxias – Região Colonial Italiana do Rio Grande do Sul – com outros documentos, as pesquisadoras Terciane Ângela Luchese e Luciane Sgarbi Grazziotin publicaram o artigo na Educação e Pesquisa, volume 41, número 2 que põe em evidência a escola rural e o seu cotidiano.

O corpus empírico contou com narrativas de docentes pertencentes a dois acervos: Banco de Memórias do Arquivo Histórico Municipal João Spadari Adami (AHMJSA) e Instituto Memória Histórica e Cultural, mantido pela Universidade de Caxias do Sul. Aos documentos orais acrescentaram-se, ainda, diversos documentos das intendências e órgãos administrativos da educação, analisados com o aporte da História Cultural.

A investigação analisou experiências vividas em escolas isoladas rurais que permitiram (re)construir o cotidiano da educação escolarizada e aspectos da vida comunitária. As professoras leigas contaram sobre como organizavam suas aulas, o que ensinavam, o modo como procediam para ensinar turmas heterogêneas, sua relação com alunos e familiares. Esses aspectos de uma cultura escolar singular possibilitam visualizar as aulas rurais, como a eternizada pelo registro fotográfico apresentado nesta postagem.

O fio que une as lembranças são as memórias sobre a educação em um espaço geográfico e social. A análise das memórias das professoras leigas na RCI na temporalidade estudada permite uma percepção diferenciada da História da Educação na Região Colonial Italiana do Rio Grande do Sul. As lembranças desses professores assumem, ao mesmo tempo, significados particulares quando manifestam sentimentos e experiências singulares, mas também coletivas, quando se entrelaçam em pontos de contato, que se articulam e se estruturam produzindo um passado que é recomposto, trazendo dimensões difíceis de perceber através de documentos escritos.

Para ler o artigo, acesse:
LUCHESE, T. Â.  e  GRAZZIOTIN, L. S. Memórias de docentes leigas que atuaram no ensino rural da Região Colonial Italiana, Rio Grande do Sul (1930 – 1950). Educ. Pesqui. [online]. 2015, vol.41, n.2 pp. 341-358. [viewed 02nd July 2015]. ISSN 1678-4634. DOI: 10.1590/S1517-97022015041795. Available from: http://ref.scielo.org/rzmgp4

Link externo:
Educação e Pesquisa: http://www.scielo.br/ep/

sexta-feira, 29 de maio de 2015

Conferência: As músicas da Imigração: entre Itália e Brasil

Conferência: As músicas da Imigração: entre Itália e Brasil

No próximo dia 05 de junho de 2015, sexta, às 19:00h, na Sede da ACIRS, Av. Osvaldo Aranha, 642, em Porto Alegre-RS, o professor Emilio Franzina (Università di Verona) apresentará em forma de história “cultural-musical”, algumas canções dos imigrantes italianos, principalmente aquelas que no final do século XIX acompanharam a viagem para América.

Nos anos 70-80 do século XIX os italianos chegaram em lugares muito remotos e sem certeza de retorno, através de percursos incomuns, como a travessia oceânica. Estes lugares logo se tornaram “míticos”. O mito da América atraiu um grande número de camponeses italianos. A América é vista como a terra onde tudo é mais fácil, e onde o trabalho oportuniza uma rápida ascensão social, que seria impossível na pátria de origem. É esta a hora das “canções da imigração” por excelência. Dentro do pequeno corpus de musicas populares (que circulavam através dos trovadores), que falavam do momento doloroso da partida, ou mais especificamente, da viagem marítima, da vontade de uma promoção social e de reivindicações sindicais, insere-se uma nova produção de músicas autorais. Uma atividade que no século XX se tornará fortíssima, com a criação de canções que permanecem na memória coletiva dos italianos. E não foram apenas as mais conhecidas como “Mamma mia dammi cento lire” ou “Il trágico naufrágio Del vapore Sirio”, mas também, e especialmente, aquelas regionais.

quarta-feira, 19 de novembro de 2014

FEIBEMO - Federação de Entidades Ítalo-Brasileiras no Meio-Oeste e Planalto Catarinense

FEIBEMO - Federação de Entidades Ítalo-Brasileiras no Meio-Oeste e Planalto Catarinense

A FEIBEMO foi fundada em 17/08/1996, com sede e foro no município de Caçador-SC, sendo uma sociedade civil, com personalidade jurídica própria, sem fins lucrativos e com duração indeterminada. É de caráter apolítico e seu quadro social é composto por Entidades Ítalo-Brasileiras. Sua abrangência territorial vai da Serra lageana ao Município de Seara-SC entre os limites do Estado com o Rio Grande do Sul e do Paraná. Possui atualmente trinta associadas dos mais diversos municípios de sua abrangência. Expande-se com a língua italiana na rede municipal para o Oeste do Estado.

Tem por finalidade coordenar, orientar e facilitar a operacionalização dos objetivos de suas associadas, visando ao resgate da cultura italiana e favorecer intercâmbios.

Seus principais objetivos são o de promover a língua italiana, resgatar a cultura, a tradição, a memória e os costumes dos imigrantes italianos e introduzir novos mecanismos da cultura italiana, dentre outros.

Cada associada da FEIBEMO promove e desenvolve anualmente um calendário de eventos com atrações específicas com intuito de cultuar e divulgar a cultura italiana trazida pelos imigrantes. A Federação incentiva e apóia essas iniciativas. Favorece também intercâmbios, através da divulgação e devidas orientações para o seu encaminhamento, em especial de estudos, promovidos por diversas Regiões da Itália.

Para maiores informações, acesse aqui o site da FEIBEMO.

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Parceria entre IPOL e IPHAN produzirá documentário sobre as memórias de receitas de comunidades de imigração em SC

Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário

Ana Paula Seiffert e Mariela Silveira durante o registro
 do depoimento de Dona Amélia Campestrini, falante
 de italiano. Blumenau, 2013. Foto: Peter Lorenzo -
Fonte: Blog Receitas da Imigração
O projeto Receitas da Memória, os sabores da imigração em Documentário, convênio financiado pelo IPHAN - Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - e executado pelo IPOL, através de Edital PNPI/2013, está com suas atividades a pleno vapor. 

Dando continuidade ao projeto Receitas da Imigração (ver blog aqui e canal de vídeos aqui), esta nova parceria entre os dois institutos prevê a realização de um documentário que abordará o caminho de sabores e memórias da imigração no Estado de Santa Catarina, apresentando ao público brasileiro a história de imigrantes e suas referências identitárias.

A condução do trabalho pretende dar relevância a aspectos da história, da memória e da língua dos imigrantes, tendo como principal fio condutor as receitas culinárias e seus pratos, os ingredientes, sabores e costumes, com o objetivo de contar a história na perspectiva do grupo de imigrante e assim valorizar e legitimar seus saberes e os modos pelos quais se transformaram de geração em geração na interação com outras culturas no Brasil. Procura-se, desse modo, contribuir para a promoção das comunidades de imigração, dando sustentabilidade às suas práticas culturais e linguísticas. 

O trabalho será realizado no Vale do Itajaí e do Norte do Estado de Santa Catarina, em municípios de colonização alemã, pomerana, italiana e polonesa, tais como Blumenau, Brusque, Indaial, Gaspar, Massaranduba, Timbó, Pomerode, São Bento do Sul, Rio dos Cedros, Benedito Novo, dentre outros onde as comunidades descendentes de imigrantes tratam de manter as línguas de imigração como língua materna e preservar saberes comuns daqueles grupos. O projeto contempla ainda a pesquisa em acervos, destacando-se o levantamento bibliográfico (livros, revistas, trabalhos acadêmicos) e iconográfico (imagens fotográficas, ilustrações, pinturas, arquivo fílmico) sobre a história da imigração no Brasil.

Fonte: E-Ipol

sexta-feira, 13 de junho de 2014

Rádios do RS analisam jogos da Copa em línguas brasileiras de imigração

Rádios do RS analisam jogos da Copa em dialetos europeus

por Vanessa Kannenberg

Emissora de Bento Gonçalves transmite informações no dialeto italiano vêneto e em Westáflia, outra rádio divulga as notícias em sapato-de-pau, derivado do alemão. Ambas pelas ondas do rádio e também na internet

Em Bento Gonçalves, emissora vai fazer concentração em cantina com comida típíca italiana em jogos da Itália - Foto: Cesar Lopes / Especial
A Copa do Mundo volta ao Brasil depois de 64 anos, mas nem por isso tudo é verde e amarelo por aqui. A partir desta quinta-feira, com o apito inicial do campeonato, pelo menos duas rádios gaúchas dão o pontapé em programações especiais sobre o Mundial em dialetos europeus. 

Mais do que isso, o alemão sapato-de-pau e o italiano vêneto são referências até mesmo fora do país, mas que correm risco de se perder na globalização da cultura. E tem muita gente esperando pra conferir as transmissões especiais.

Assista ao vídeo com um programete gravado nos dois dialetos com tradução para o português:


A Copa em sapato-de-pau

Pelas ondas da Rádio Líder FM, na frequência 98,3, em Westfália, no Vale do Taquari, a comunidade descendente de alemães vai ouvir boletins ao longo da programação em Plattdüütsch, ou, simplesmente, sapato-de-pau. No município, o criador, proprietário e locutor da rádio comunitária, Ido Ahlert, 57 anos, estima que mais da metade da população de 2,8 mil habitantes entenda o dialeto.

— Muito já se perdeu, mas 60%, se não fala, ao menos entende. E tem muitos moradores, principalmente, os mais idosos, que só querem conversar em sapato-de-pau. Eles me ligam e pedem: jamais pare com o programa — comenta, orgulhoso, o comunicador.

Isso porque, mesmo fora do período da Copa, Ahlert mantém dois programas, um aos domingos de manhã, bilíngue, e outro nas segundas à noite, em sapato-de-pau, com informações, mensagens e música. 

Ahlert fundou a rádio há cinco anos e mantém estúdio em casa - Foto: Cesar Lopes
A iniciativa já lhe rendeu convites para ir a Alemanha, conduzir programas no dialeto, e, depois de estrelar o episódio O locutor da série comercial Brasileiros de Coração, do Banco Itaú, Ahlert também foi chamado por rádios nacionais para comentar a Copa.

— Não aceitei nada, porque meu lugar é aqui, junto da minha família e fazendo o que faço para agradar à comunidade. Tenho ouvintes fiéis também em outros Estados e fora do país, é pra eles que me dedico — resume Ahlert, já que a rádio, que fica no ar das 6h às 22h, é transmitida ao vivo pela internet.

Tendo aprendido com os pais e avós, e jamais na escola, o locutor desconhece como se escreve o sapato-de-pau ou até mesmo o alemão oficial, idioma que também domina. Mas está frequentando aulas sobre o dialeto, a cada dois meses, porque a vontade de ir além nunca acaba.

A Copa em vêneto

Da mistura do italiano oficial com o português, surgiu o vêneto, também chamado de talian, disseminado pelos imigrantes principalmente na serra gaúcha. O resultado, para os leigos, são frases fortes e cantadas formadas por várias palavras facilmente captadas por brasileiros. Esse é o dialeto que faz da Rádio Viva AM, 1070, de Bento Gonçalves, uma referência nacional graças à internet.

Nos anos 1980, a emissora chegou a ser 100% transmitida em vêneto. Mas a resistência de alguns foi fazendo com que o dialeto fosse perdendo espaço e, hoje, se resume a um programa diário de duas horas e outro aos domingos. O grande diferencial, implementado no início dos anos 1990, continua: transmissões de partidas importantes de futebol totalmente em vêneto.

— Já transmitimos a Copa da África, Libertadores, Copa do Brasil e todos os Gre-Nais e jogos importantes da região, sempre com muito humor — comenta um dos locutores da rádio, Itair Luiz Baldissera, 80 anos.

Ao lado de Rizzo, Pedro Vitor Rizzo, 58 anos, completa a dupla responsável pelas transmissões esportivas da Rádio Viva, de Bento, há duas décadas. Embora sejam só dois locutores, a inclusão de personagens, como a Nona Bambina, o Nono Nani e o Cigano, complementam as bem humoradas jornadas.

— Não temos a obrigação do jornalismo e da técnica nas jornadas, por isso não narramos lance a lance e conseguimos fazer só os dois. Abusamos do humor, de piadas e até cantamos durante os jogos, acho que é isso que cativa o público — completa Rizzo.

Pedro Vitor e Baldissera narram jogos em vêneto há duas décadas - Foto: Cesar Lopes
Nesta Copa, a emissora não poderá narrar a partida em vêneto, devido aos direitos de transmissão. Mas achou um jeito muito criativo de manter a tradição: nos dias de jogos da Itália, antes do início da partida, vai reunir locutores e ouvintes numa cantina, servirá queijo, salame e outros quitutes típicos italianos, junto de suco de uva e vinho. 

A concentração vai ser transmitida ao vivo pela rádio, com informações, palpites e humor em vêneto. No resto da programação, boletins e informações, também no dialeto, para a audiência acompanhar a Copa. E a torcida, é italiana ou brasileira?

— Tenho uma frase que virou bordão da rádio: o sangue é italiano e o coração é brasileiro. A gente torce em primeiro lugar pro Brasil e achamos que vamos ganhar. Mas se o Brasil não joga, a torcida é toda para a Itália — esclarece Rizzo.

Fonte: ZH

quarta-feira, 11 de junho de 2014

Tese de doutorado investiga variedades dialetais do italiano como línguas de imigração no nordeste do RS

Processos de territorialização de variedades dialetais do italiano como línguas de imigração no nordeste do Rio Grande do Sul

Fonte: PINHEIRO, 2014 (clique na imagem para ampliar)
A tese de doutorado intitulada Processos de territorialização de variedades dialetais do italiano como línguas de imigração no nordeste do Rio Grande do Sul foi recentemente defendida por Luciana Santos Pinheiro, aluna do Programa de Pós-Graduação em Letras, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), sob a orientação do Prof. Dr. Cléo Vilson Altenhofen.

Confira abaixo o resumo da tese.

RESUMO

A presente pesquisa contribui com os estudos de plurilinguismo e contatos linguísticos, enfocando as relações entre língua e espaço pluridimensional. Seu tema são os processos de territorialização do italiano como língua de imigração na Região de Colonização Italiana no Nordeste do Rio Grande do Sul (RCI). Com base em um corpus organizado e disponibilizado por Frosi & Mioranza (1975; 1983), e complementado por dados de acervos diversos, pretende-se 1) mapear a diversidade dialetal dos imigrantes italianos que colonizaram a RCI, reconstruindo desta forma o estado de multilinguismo que provavelmente configurou a situação original da fase de bilinguismo italiano-português, e 2) descrever, a partir da interpretação dos mapas elaborados, os processos a) de territorialização (arealização [força centrífuga, de expansão] e insulamento [força centrípeta, de recolhimento]), b) coineização e c) manutenção ou substituição de variedades dialetais no espaço multilíngue considerado. Tal propósito serve de base para uma série de estudos futuros, porque lança luz sobre a situação linguística das antigas colônias (colônias matriciais, al. Mutterkolonien) de onde as línguas de imigração italiana, sobretudo da coiné vêneto-sul-rio-grandense, se difundiram para colônias novas (colônias filiais, al. Tochterkolonien) no norte e noroeste rio-grandense, centro e oeste catarinense, sudoeste paranaense, bem como em áreas novas do centro-oeste, ou mesmo transpondo as fronteiras em direção a Misiones (Argentina) e Paraguai. Ao mesmo tempo, o estudo contribui para preencher lacunas nos censos demográficos brasileiros. Apesar de alguns esforços localizados de recenseamento, esses não dão conta da identificação, quantificação e distribuição da diversidade linguística brasileira, como reconhece o decreto nº 7.387, de 9 de dezembro de 2010, ao instituir o Inventário Nacional da Diversidade Linguística. Por outro lado, a compreensão dos processos de ocupação do espaço por populações exógenas e o papel da língua nesse processo representa para a pesquisa do plurilinguismo e dos contatos linguísticos uma contribuição de grande relevância. Para a análise das correlações entre língua e espaço, utilizamos como parâmetro de correlações, as variáveis apontadas por Altenhofen (2014 [no prelo]) como relevantes na descrição de territorialidades e processos de territorialização de línguas, variedades e comunidades de falantes. Incluem-se entre as variáveis observadas as correlações entre espaço e tempo, fronteiras, origem sociocultural, idade da localidade, diversidade étnica local, grau de isolamento e de urbanização, vias de comunicação e de migrações, além de configurações geográficas de ordem física. Como desafios para a cartografia da variação e diversidade linguística coloca-se a necessidade da elaboração de mapas em série, como sugere Thun (2010). Esse procedimento permite uma macroanálise dinâmica das relações sociais e linguísticas no espaço pluridimensional, e não mais estática, como ocorria na dialetologia tradicional. Os resultados mostram a relevância dessas correlações não apenas no mapeamento das áreas de plurilinguismo, mas também na compreensão da dinâmica de ocupação do espaço.

terça-feira, 20 de maio de 2014

Sessão Especial celebra o Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul

A Câmara de Vereadores e o Poder Público de Serafina Corrêa-RS realizaram ontem, 19/05, uma sessão especial em homenagem ao Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul, que é comemorado hoje, 20 de maio. Reproduzimos a seguir o convite para a sessão especial.


Sessão Especial para celebrar o Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul

Câmara de Vereadores e Poder Público convidam a comunidade Serafinense para comemorar e refletir sobre esta importante data

O Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul é comemorado no dia 20 de Maio, e foi instituído através da Lei Estadual nº 11.595, de 03 de abril de 2001. Com cunho histórico, a data também tem o objetivo de fomentar os elementos culturais para manter a memória sempre viva. Trata-se também de um momento para promover a preservação de uma identidade cultural, resgatando as raízes, o modo de vida, hábitos, expressões, manifestações e costumes dos antepassados.

Comemorar essa data é redescobrir a história e reviver fatos que deram base ao desenvolvimento que hoje temos alcançado. É reconstruir uma trajetória e refazer um percurso que gerou mudanças no nosso modo de ser, estar e viver. Pela importância desta data para nosso Município e Estado, o Poder Legislativo Municipal realizará uma Sessão Especial alusiva ao Dia da Etnia Italiana no Rio Grande do Sul, com apoio do Poder Executivo. A comunidade é convidada a participar da celebração na próxima segunda-feira (19), no Plenário da Câmara, recordar e reviver costumes, além de ter a oportunidade de saber mais sobre a imigração italiana e sua contribuição aos gaúchos.

Sessão Especial da Câmara de Vereadores de Serafina Corrêa
Data: 19 de maio de 2014, segunda-feira
Horário: 18 horas
Local: Plenário Darcy Sobreira Soccol

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Livro reúne 21 artigos sobre colonização italiana no ES

Kamila é bisneta de imigrantes e teve o primeiro contato com a literatura italiana na universidade.

As manifestações culturais organizadas da colônia italiana começaram na década de 70 do século passado, quando se celebraram, em comunidades do interior, festas pela passagem do centenário da chegada dos imigrantes. Com as festas e sua cobertura na imprensa, começou a publicação de memórias, estudos e relatos

Uma coletânea de textos sobre a imigração italiana no Espírito Santo está em fase de edição e vai trazer visões diversificadas sobre o fenômeno migratório que mais influenciou o Estado do ponto de vista econômico, demográfico, cultural e outros, no final do século XIX. Tem o nome de Adeus Itália, está sendo organizado por Kamila Brumatti Bergamini e reúne trabalhos de 21 autores, inclusive europeus. Confira a entrevista com a pesquisadora.


segunda-feira, 11 de novembro de 2013

As marcas da repressão lingüística contra imigrantes durante o Estado Novo

O talian, entre outras línguas de imigração do Brasil, foi fortemente combatido pela Campanha de Nacionalização do Ensino Primário, durante o Estado Novo (1937-1945). Nesse período, falantes de talian das regiões brasileiras que receberam imigrantes eram perseguidos e militarmente punidos por utilizarem sua língua materna. Essa repressão tinha origens nacionalistas: visava a “unificação lingüística” do país, com base no ensino de português como língua oficial e nacional do Brasil e no combate às línguas maternas, à cultura e aos costumes dos imigrantes e seus descendentes. O efeito dessa política de opressão lingüística é ponto central para a compreensão da atual atitude lingüística de falantes de talian e para a compreensão da perda lingüística que sofreu o Brasil, em especial o Sul, em nome da orientação ditatorial Revista Língua & Literatura para o monolingüismo. A opressão às línguas de imigração se iniciou nas escolas, ambiente social no qual crianças vivenciavam as práticas pedagógicas em sua língua materna (nas línguas herdadas de
seus ascendentes). 

Nesses ambientes, a brasilização tornou obrigatório o ensino do Português, assim como o de História e Geografia do Brasil e o de Educação Moral e Cívica, na mesma marcha em que proibia as línguas e as manifestações culturais que considerava estrangeiras. A essa época, com a violenta proibição do uso da língua ‘estrangeira’ nas escolas, nos serviços públicos e militares e até mesmo nas lápides e nas práticas religiosas, a campanha de nacionalização já havia criado nos imigrantes e descendentes a atitude lingüística que em pouco tempo acarretaria a perda do espaço político-cultural e social que suas línguas possuíam na região de colonização. 

  

sexta-feira, 8 de novembro de 2013

Contextualizando a Língua talian



Língua de imigrantes italianos, muito falada atualmente no Brasil. Os falantes do talian se concentram na Região Sul, distruibuindo-se em diferentes cidades de cada Estado, por exemplo: Caxias do sul, Farroupilha, Garibaldi, Bento Gonçalves, Flores da Cunha, Veranópolis, Erechim, Carlos Barbosa - no Rio Grande do Sul; Joaçaba, Caçador, Chapecó, Concórdia – em Santa Catarina; Cascavel, Pato Branco, Francisco Beltrão, Medianeira, Toledo - no Paraná). É pela relação com o movimento de imigração de italianos para o Brasil no fim do século XIX e início do XX que podemos compreender a emergência do talian como uma língua. Quando chegavam ao Brasil, os imigrantes eram conduzidos a fazendas ou a áreas ainda não habitadas nem cultivadas.

Disso resultavam as colônias de imigrantes, vinculadas ao  processo de colonização dessas áreas. No caso da região sul, de modo geral, dividiam-se essas novas áreas em linhas e travessões e nelas se estabeleciam os imigrantes, aleatoriamente agrupados. Dos imigrantes italianos que se dirigiram ao Sul do país, em finais do século XIX,  95% eram provenientes do Vêneto e da Lombardia. Destes, 60% tinham língua e cultura vênetas, o que fez com que formas dessa língua predominassem nas situações de conversa entre eles, resultando no talian.

 http://www.nordestealimentos.com.br/userfiles/noticias/c246c4aa6bf361af6bce20e4b4f68758.JPG

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Imigração Italiana no Vale do Paraíba

Os italianos em Quiririm e minhas memórias’ está na 3ª edição Foto Divulgação
A história dos italianos em Quiririm é contada nas 243 páginas do livro “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, de José Indiani.

A história dos italianos em Quiririm é contada nas 243 páginas do livro “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, de José Indiani. 
Aos 81 anos, o seu Zé I, como é carinhosamente chamado na região, comemora a 3ª edição de seu livro, escrito em 2007.
“A cada nova edição sempre acrescento mais informações das quais vou me lembrando com o tempo”. 
Em sua obra, descreve as cenas de sua infância e juventude bem como os fatos narrados por seus pais e tios sobre a chegada de seus conterrâneos a Taubaté, em outubro de 1892. 
“Conto desde quando meus pais desembarcaram no porto de Santos e foram para Taubaté, trabalhar na lavoura de café, da Fazenda do Barreiro”.
O pano de fundo dessa história familiar é a busca dos europeus por melhores condições de vida na América, especialmente, no Brasil - onde a imigração foi favorecida pela necessidade de mão de obra para a produção cafeeira e pela política de subsídios do governo paulista no final do século 19.
Segundo ele, aqueles não foram tempos fáceis. Os italianos não se adaptaram ao cultivo do café e enfrentaram inúmeras dificuldades.
“Eles saíram de Taubaté, vieram desbravar as matas de Quiririm e tiveram que aprender a plantar arroz”, contou o autor.
Em “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, o leitor é convidado a compartilhar as recordações de seu Zé I, como o início do namoro com sua esposa, dona Nely. 

Legado. Último descendente direto de imigrantes na região, seu Zé I tem muita história para contar. 
Nascido em 1931 em um sobrado, em Quiririm, Indiani se orgulha do legado deixado por seus antepassados. 
“Os italianos trouxeram muito trabalho e desenvolvimento para o Estado. Se não fossem os italianos...”
E é justamente esse legado que ele não quer que seja esquecido. “Escrevi esse livro para não deixar morrer a história dos italianos na região”, disse o autor, que já foi agricultor e hoje é funcionário aposentado pela Prefeitura de Taubaté. 
Seu Zé I destaca ainda o intercâmbio cultural entre Brasil e Itália como vantagem da imigração. “A alimentação, o vestuário e modo de viver das duas nações era muito diferente. Um aprendeu com o outro”. 

Mais. O sobrado em que seu Zé I nasceu, hoje abriga o Circolo Italiano Di Taubaté/ Museu da Imigração Italiana, responsável por promover a valorização da cultura italiana. Mais informações sobre o livro: (12) 3686-3340. 

Fonte: O Vale