Apresentação

O Forlibi surgiu da necessidade de unir as línguas brasileiras de imigração com o objetivo de instaurar um diálogo permanente entre estas comunidades linguísticas, e se propõe a ser um espaço de pesquisa, mediação e articulação política em variadas frentes para o fortalecimento das mesmas. Reunindo falantes e representantes das línguas de imigração e de instituições parceiras, tem como propósito delinear ações coletivas para a promoção das línguas nas políticas públicas em nível nacional.

domingo, 17 de março de 2013

A situação da alfabetização dos falantes de línguas de imigração no contexto brasileiro

por Cristiane Horst


ABSTRACT: One of the most striking moments in the life of Brazilian children speaking a minority language happens when they go to elementary school. There, the attitude towards the family language is completely indifferent, if not openly hostile, since the school sees its duty limited to alphabetising the child in the official language, which is Portuguese. This article reflects on practical strategies for teaching school children speaking immigrant languages, focussing on the different meaning of alphabetisation in minority language contexts and on the advantages of early bilingualism, ascertained by research in cognitive science (cf. Bialystok 2005). Immigrant contexts of this nature are being studied in the linguistic atlas project ALMA-H (Atlas Linguístico-Contatual das Minorias Alemãs na Bacia do Prata - Hunsrückisch). Based on data from this project and considering the Brazilian educational context the article proposes strategies that could help to improve the alphabetisation process of those groups by reconciling the dissociation that separates school contexts from family contexts in areas of collective bilingualism in Brazil. 
Keywords: alphabetisation strategies, linguistic minorities, early bilingualism, immigrant languages, fist language.

Germania, uma história sussurrada no dialeto de Volga

Fonte: IPOL

A obra de Maximiliano Schonfeld reconstitui os conflitos de uma colônia alemã de Entre Rios (Argentina), da perda de seu lugar no mundo até o futuro incerto. “Germania”, que estreou no dia 21/02, recebeu o Prêmio Especial do Juri, no último BAFICI (Buenos Aires Festival Internacional de Cinema Independente).

Em seu filme Germania (2012), Maximiliano Schonfeld retrata suas origens, a vida dos descendentes alemães de Volga que formaram numerosas colônias na província de Entre Rios. Trata-se de um universo circular, articulado pela coesão familiar e religiosa que lhes permitiu manter intactas suas tradições e o dialeto Wolgadeutsche. “As histórias relatadas pelas famílias alemãs sempre mantém o sabor do mito distante, da história contada aos sussurros, proibida. Quis transformar aquela tradição oral em imagem cinematográfica”, afirma Schonfeld.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Maróstica artista del Talian de Serafina Corrêa - Brasile se apresenta nel Vèneto.


Retomando as atividades do Forlibi, estamos enviando a todos o convite para a festa.

O TALIAN é língua cooficial no Município de Serafina Corrêa e faz parte das línguas inventariadas pelo Inventário Nacional da Diversidade Linguística - INDL, conhecida, portanto, como patrimônio cultural imaterial do Brasil.

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domingo, 23 de dezembro de 2012

Forlibi entra em recesso

O Forlibi, Fórum Permanente das Línguas Brasileiras de Imigração, deseja a todos um feliz natal e próspero ano novo e informa que as atualizações neste blog retornarão normalmente a partir do dia 07 de janeiro de 2013.

Atenciosamente,
A Coordenação

quinta-feira, 20 de dezembro de 2012

A Imigração Italiana no Vale do Paraíba

Os italianos em Quiririm e minhas memórias’ está na 3ª edição Foto Divulgação
A história dos italianos em Quiririm é contada nas 243 páginas do livro “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, de José Indiani.

A história dos italianos em Quiririm é contada nas 243 páginas do livro “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, de José Indiani. 
Aos 81 anos, o seu Zé I, como é carinhosamente chamado na região, comemora a 3ª edição de seu livro, escrito em 2007.
“A cada nova edição sempre acrescento mais informações das quais vou me lembrando com o tempo”. 
Em sua obra, descreve as cenas de sua infância e juventude bem como os fatos narrados por seus pais e tios sobre a chegada de seus conterrâneos a Taubaté, em outubro de 1892. 
“Conto desde quando meus pais desembarcaram no porto de Santos e foram para Taubaté, trabalhar na lavoura de café, da Fazenda do Barreiro”.
O pano de fundo dessa história familiar é a busca dos europeus por melhores condições de vida na América, especialmente, no Brasil - onde a imigração foi favorecida pela necessidade de mão de obra para a produção cafeeira e pela política de subsídios do governo paulista no final do século 19.
Segundo ele, aqueles não foram tempos fáceis. Os italianos não se adaptaram ao cultivo do café e enfrentaram inúmeras dificuldades.
“Eles saíram de Taubaté, vieram desbravar as matas de Quiririm e tiveram que aprender a plantar arroz”, contou o autor.
Em “Os italianos em Quiririm e minhas memórias”, o leitor é convidado a compartilhar as recordações de seu Zé I, como o início do namoro com sua esposa, dona Nely. 

Legado. Último descendente direto de imigrantes na região, seu Zé I tem muita história para contar. 
Nascido em 1931 em um sobrado, em Quiririm, Indiani se orgulha do legado deixado por seus antepassados. 
“Os italianos trouxeram muito trabalho e desenvolvimento para o Estado. Se não fossem os italianos...”
E é justamente esse legado que ele não quer que seja esquecido. “Escrevi esse livro para não deixar morrer a história dos italianos na região”, disse o autor, que já foi agricultor e hoje é funcionário aposentado pela Prefeitura de Taubaté. 
Seu Zé I destaca ainda o intercâmbio cultural entre Brasil e Itália como vantagem da imigração. “A alimentação, o vestuário e modo de viver das duas nações era muito diferente. Um aprendeu com o outro”. 

Mais. O sobrado em que seu Zé I nasceu, hoje abriga o Circolo Italiano Di Taubaté/ Museu da Imigração Italiana, responsável por promover a valorização da cultura italiana. Mais informações sobre o livro: (12) 3686-3340. 

Fonte: O Vale

segunda-feira, 17 de dezembro de 2012

Comércio preserva tradição da língua alemã

Logistas de Santa Cruz contam com funcionários que falam alemão o que facilita o atendimento 

Com a implantação da Campanha de Nacionalização no final da década de 1930, a língua alemã perdeu espaço. O conjunto de medidas tomadas durante o governo de Getúlio Vargas teve por objetivo diminuir a influência dos imigrantes estrangeiros no Brasil para forçar a integração à população brasileira, mas acabou resultando em consequências severas ao idioma, com a fragilização da cultura.
Na região de Santa Cruz do Sul, entretanto, a harmonia entre famílias dos descendentes, escolas comunitárias e igreja permitiu que o idioma alemão permanecesse nas relações sociais mesmo anos depois da imigração. Atualmente, a língua alemã continua viva para boa parcela da população, como pode-se observar com mais facilidade no comércio.
A balco-farmacista e técnica de enfermagem Cleonice Ana Hinterholz Roll cresceu em Linha Santa Cruz e, assim como seus oito irmãos, teve o alemão como língua materna. O primeiro contato com o português foi na escola, onde enfrentou algumas dificuldades. “Os professores traduziam para mim, e aos poucos fui aprendendo, e até meus pais”, lembra. 
Funcionária de uma farmácia há 22 anos, Cleonice usa com frequência ambos os idiomas. Segundo ela, o movimento de falantes da língua alemã é intenso. “Esses dias atendi uma senhora que se esforçava para pedir algo em português, e quando falei alemão ela se soltou e acabou comprando outros itens”, conta. 
Assim como muitos clientes, quando sai de trás do balcão Cleonice sente-se mais à vontade com o alemão. Nas lojas onde já conhece as vendedoras, ela não pensa duas vezes. “Peço tudo em alemão, é uma forma de estabelecer um contato mais íntimo e de manter viva a cultura”, acredita.

Fonte: Gazeta do Sul

Leia mais: Idioma é diferencial na hora da contratação